segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Em busca de audiência "Chega Mais" descarta o pouco conteúdo que tinha

Em março a RedeTV! lançou um novo programa para abrir seu horário nobre nas noites de domingo, trata-se do "Chega Mais", uma atração que começou apostando em pautas do mundo da moda, tanto que o elenco é formado por modelos, além dos apresentadores que também são da área.
As primeiras edições até começaram bem, o quadro "Cinderelo", por exemplo, que teve por objetivo dar uma oportunidade para um rapaz pobre explorou a vida do garoto sem sensacionalismo. A edição rápida, a trilha sonora e o pacote gráfico também tinham uma participação importante nas matérias e quadros.



Mesmo com todos esses fatores positivos o programa dificilmente registra 1 ponto no Ibope. E talvez os motivos para esses resultados, sejam o dia e horário de exibição e principalmente a concorrência, já que enfrenta programas de maior peso e consolidação na audiência.
Buscando melhorar seus índices, a atração passou por algumas reformulações e o que vemos agora no ar é mais um programa de auditório sem conteúdo que aposta em quadros já explorados por outros programas, como o "Na mira das divas", parecido com o "Elas querem saber" do "Programa Raul Gil".
Se por um lado a atração abandonou o conteúdo voltado à um público específico e assim consegue ser classificado como um programa voltado à "toda a família", por outro, o dominical perdeu sua identidade, sem contar a disputa de homens e mulheres com perguntas fúteis e torta na cara, onde cada piada ou "gracinha" é reprisada através de uma edição barata. O "Chega Mais" era uma boa atração, mas sem fôlego para enfrentar os concorrentes. Era melhor a direção da emissora pensar em outro dia e horário e continuar com as pautas voltadas à moda, do que modificar tudo em nome da audiência.

Nota


Cúmplices de um resgate A nova novela do SBT é interessante. As tramas, tanto a principal, quanto as paralelas são boas e o elenco sintonizado. Normalmente nos primeiros meses os atores, principalmente as crianças, como foi no caso de "Carrossel" e "Chiquititas" parecem ler o texto em cena, mas não é o que se vê na história das gêmeas Manuela e Isabela. A protagonista já provou que foi a escolha mais certeira da novela. Larissa Manoela está defendendo muito bem as personagens de personalidades tão diferentes. A prática traz o amadurecimento e nesta terceira produção infantil do canal dá pra perceber isso.