segunda-feira, 7 de julho de 2014

Vídeo Show está em busca de nova identidade para resgatar audiência


Com a pretensão de recuperar a audiência do Vídeo Show, em novembro de 2013, a Globo novamente reformulou a revista eletrônica que divulga sua grade e relembra programas antigos. As novidades ficaram por conta da apresentação, que agora leva o nome de Zeca Camargo, além de novos repórteres, arte.
O cenário também foi modificado, ganhou um auditório, onde artistas da casa participavam para falar de suas personagens, essa homenagem passou a ocupar todo o espaço da atração, e não agradou a todos, pois o uso de arquivo, uma das principais características do programa, praticamente foi dispensado. Todas essas mudanças resultaram em queda na audiência e a antiga vantagem da emissora carioca sobre as concorrentes ficou menor.
Alterações precisaram ser feitas: a abertura não é mais exibida, Otaviano Costa ganhou espaço, mais repórteres foram contratados, o recurso do arquivo e alguns quadros antigos voltaram a ser usados, mas não na mesma proporção de antes, o apresentador passou a gravar externas e o estúdio, agora, é pouco utilizado. Os números melhoraram, a média tem atingido 9 pontos, mas ainda não estão nos padrões que a rede quer.
É difícil dizer se o Vídeo Show melhorou ou piorou, mas o que chama muita atenção na nova fase é a constante "experimentação" que a direção se propõe a fazer. Não existem quadros diários. Às vezes o programa começa com um repórter, em outros dias com Zeca Camargo. Recentemente, houve um concurso para a escolha de um ator inexperiente para a nova novela das 6, "Boogie Oogie", assim como o "Vídeo Show de Bola", edição especial no auditório com assuntos relacionados a Copa do Mundo.
Saudosistas afirmarão que o programa está ruim, pois não tem feito seu velho papel, de divulgar os bastidores e as novidades das atrações da casa, a final do "Superstar", por exemplo, passou despercebida, estreias como "O Rebu" e "Malhação Sonhos", que estão para acontecer, até agora não foram lembradas.
A atração está em busca de uma nova identidade, a Globo continua utilizando o programa como ferramenta de divulgação de sua programação, mas talvez esse não seja mais o principal objetivo. E se isso vai dar certo ou se o Vídeo Show vai precisar voltar às origens quem decide é o telespectador através do share (número de televisores ligados) e consequentemente da audiência.